sexta-feira, 29 de julho de 2011

Outros catamarãns e saveiros

Seguem mais algumas fotos de outros catamarãns e saveiros com os quais cruzamos:

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Dá para acreditar que esse barco acima só têm 26 pés? É o menor catamarã cabinado que conheci, e achei que ficou bem legal! Fiquei na curiosidade de saber como era por dentro.

DSCF5099 Catamarã sul Africano

DSCF5106O famoso Lagoon

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Catamarã James wharram de um casal de Alemães que conhecemos em Itaparica e reencontramos em Paraty. Eles haviam ido até o Uruguai e retornado ao Brasil.

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DSCF5496  Lindo saveiro não?!

O maior catamarã James Waharram que eu já ví. Deve ter uns 60 pés...

O nome desse catamarã é Moana. Eu tenho um amigo (que é surfista) que dizia que se tivesse uma filha ela se chamaria Moana. Pelo que ele me disse o nome Moana é Polinésio e significa "Imensidão dos Mares", bonito não?!

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Acabei fotografando esse monocasco, que é um barcão de 60'. O barco impressiona:

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Até mais vê,

Guta

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Repouso nas alturas

Esse cabra, como se fala aqui no nordeste, não queria mesmo ser incomodado:

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Será que ele estava lá dentro tirando uma soneca? 

 

Tenham todos um ótimo final de semana!

Beijooossss,

Guta

domingo, 17 de julho de 2011

Salvador x Recife

Já estamos em Recife, mas continuando o post anterior...

Em Salvador ficamos em um lugar privilegiado. Em frente ao mercado modelo, em uma poita.

P7040089 Forte de São Marcelo

P6270054Elevador Lacerda e Mercado Modelo 

Mas como nada é perfeito, e o nosso barco é grande, têm um veleiro que fica apoitado pertinho do nosso. Quando está ventando e todos os barcos afilados com o vento não têm problema, mas quando não têm vento e os barcos ficam "bobos" ou afilados pela maré, esse veleiro que apelidamos de "assassino" bate no nosso, e com o bico de proa. Ficamos de colocar uma proteção na proa dele assim que chegamos, mas o tal do "deixa pra depois" é uma merda, resultado: algumas ranhuras no costado. Só mais algumas cicatrizes para o Guruçá, coitado, que já havia tomado umas arranhadas em Itaparica, quando um outro veleiro havia garrado e batido no nele.

Para acabar com a festa do veleiro assassino o Thiony montou nele e colocou a proteção na sua proa. O engraçado foi que minutos antes, ele foi só empurrar o veleiro, sabe assim, tudo para ser uma cena típica de vídeo cassetada?  Um pé a bordo e  o outro pé no  veleiro que foi se afastando, se afastando,  e ele abrindo as pernas com um pé em cada barco e.... ele ficou pendurado pelo nosso guarda mançebo, a Larisse ficou séria e o ajudou a subir a bordo novamente, por mim ele teria caido na água de tanto que eu ria.....

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A idéia era ficar somente uns três dias em Salvador e seguir para Recife, mas chegamos nas festas de São João... Quadrilhas, forrós, bar do Cravinho.  Ai fomos ficando e ficando....

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Depois fomos para ilha de Itaparica onde só ficamos três dias, nem deu para rever os amigos... Encalhamos o barco para manutenções básicas: Limpeza de fundo, troca de anodos de sacrifício, alinhamento dos lemes e retirar um pequeno vasamento de água pela placa de aterramento.

O lugar é muito bonito:

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O trecho de Salvador aqui a Recife foi muito ruim. Contrariando as previsões, pegamos vento contra, muitas ondas grandes e desencontradas, o Guruçá não veio velejando, veio quicando... Tomou porradas das ondas de tudo quanto é jeito. E claro, também tinham várias baleias saltitantes por todos os lados, ao norte de Salvador... Eu tremia cada vez que via uma. Depois do acidente do ano passado eu estou meio traumatizada com baleias.  Só para terem uma idéia: os ventos variavam entre 15 e 30 nós (nos pirajás) sempre na orça (vento contra), nós estávamos com o terceiro rizo e velejávamos 8,9,10 até 14 nós. Foram só dois dias e meio, mas muito cansativos, e para completar a falta de sorte com o tempo, tivemos uma avaria, a base que gira o nosso mastro rotativo rompeu. O mastro rotativo é muito bom para velejar, principalmente na orça, mas é muito trabalhoso, faz muita força no convés, sempre quebra alguma coisa (manilhas, moitões, cabos) e se fizermos qualquer coisinha errada, báu báu...

P7150097 O "leme" do mastro, quebrou.

Chegamos em Recife no meio de uma chuva forte e com o mastro todo amarrado (como ele é rotativo e a base estava quebrada ele fica batendo de um lado para outro e teve que ser amarrado). Aqui em Recife não têm lugar seguro para ficar fundeado e desembarcar em terra com o bote sem passar por uma marina. Além da baía ser quase que completamente assoreada, são poucos os lugares com profundidade, difícil até para nós que temos 90cm de calado...

Logo na entrada de Recife têm um clube chamado PIC (Pernanbuco iate clube), mas estava ventando muito, e a quantidade segura de corrente que jogamos para fundear, nos colocava praticamente no meio do canal de entrada. Então saimos de frente a esse clube e  jogamos o nosso ferro em frente a outro clube, o Iate Clube de Recife. Chamamos pelo rádio VHF várias vezes e não tivemos resposta, então fomos em terra na secretaria, avisar que estávamos avariados e saber os procedimentos, preços do clube etc... Estávamos acompanhados por um amigo daqui de Recife e seu tio. Nós não queríamos ficar no pier do clube, ou utilizar nenhuma poita (que não eram confiáveis devido ao seu estado de conservação), só precisávamos poder desembarcar com o bote para pegarmos ônibus e fazer compras para o conserto do mastro, etc... Depois de sabermos que custava R$ 50,00 por dia para utilizar somente a passagem pelo clube (que fica em um lugar perigoso), decidimos por não ultilizar as dependências do mesmo. Durante a conversa com a secretária ela nos disse que teríamos que retirar o barco da frente do clube porque era área deles, ou seja o clube se fazendo dono do mar! Estávamos fundeados com o nosso ferro, depois das poitas do clube, em um lugar que tinha profundidade e em frente sim ao clube, mas tipo assim, e daí? Imagine se cada vez que fundeássemos em frente a alguma casa na Ilha Grande por exemplo, e o dono resolvesse cobrar por estarmos fundeados em frente a casa dele, imagine a bagunça que seria?

Como foi a secretária que nos disse esse absurdo, deixamos para lá, e ontem fundeamos mais para dentro da baía, perto de uma ponte, ao lado do estaleiro ECOMARINE, que por intermédio do nosso amigo Mário que está construindo um catamarã aqui, conseguiu passagem para nós pelo estaleiro.

Mas a novela ainda não acabou:

Um pouco antes de virmos para perto do estaleiro o nosso amigo recebeu a ligação do Comodoro do iate clube de Recife, pedindo que nós retirássemos o nosso barco da "área do clube" porque estávamos atrapalhando o tráfego dos barcos que entravam e saiam do clube. Se não, mandaria rebocar o nosso barco! Nos dois dias que ficamos fundeados na frente do bendito clube, não saiu e nem entrou nenhum barco, estava chovendo tanto que não víamos nada e nem ninguém, quanto nemos lanchas passeando... E mesmo que tivesse, não estávamos atrapalhando em nem fazendo nada de errado. O MAR NÃO TÊM DONO MEU QUERIDO!

Pensam que acabou?

Nãoooo, a secretária, ainda ligou para o nosso amigo cobrando duas diárias (R$ 100,00) por termos ficado em frente ao clube, dá para acreditar? Sem passar por ele, sem usar nada!

Esse clube é o exemplo de mal atendimento e desconhecimento das leis marítimas. A cobrança é totalmente ilegal!

Um catamarã de um alemão que pegou a "pauleira"  vindo para Recife junto conosco, também quebrou ( um enrrolador de uma das genoas dele), e também fundeou em frente a esse clube. Ainda não conversamos com ele, mas se soubermos que o clube cobrou por ele ter fundeado em frente, vamos fazer uma denuncia formal a capitania dos portos daqui de Recife, principalmente por estarmos avariados e o iate clube não dar assistência, que por lei é a obrigação deles. 

Fomos ao Cabanga iate clube, que organiza a REFENO. Eles oferecem 60 dias de graça para quem vai participar da REFENO, que é o nosso caso, mas somente 30 dias antes e depois da regata. Como nós vamos com um grupo para Noronha antes disso, não podemos arcar com os R$ 130,00 a diária por 15 dias.... Mas o atendimento do clube é espetacular, as dependências muito boas, os sócios super simpáticos, e nos deram passagem pelo clube com a maior boa vontade e sem cobrar nada por isso!

Temos que esperar a chuva passar para fazer o serviço na base do mastro que é rápido.

P7020077 O mastro rotativo é tão bonito e eficiente... Mas é muito "burocrático", dá muito trabalho!

Hoje pela manhã recebi a ligação do Adaury que mora aqui em Recife, um dos tripulantes que faria a REFENO conosco o ano passado junto com a esposa e filho, como não participamos devido ao acidente com as baleias ele participou da regata em outro catamarã e depois acabamos não nos falamos mais... Hoje ele me ligou e me chamou de DONA Guta, eu já sabia que era ele, pois só ele me chama dessa maneira, pois bem, ele nos viu quando passou pela ponte e assim que acabarmos os trabalhos vamos marcar para tomarmos uma cervejinha...

Hoje a tarde quando fui ao shopping para comprar dois novos chips da VIVO, com o códico (81) daqui de Recife, e comprar um novo telefone para Fausto, o vendedor me pediu um endereço, claro, e eu falei que não tinha porque morava em um veleiro. O vendedor me perguntou em que marina estava meu veleiro, e eu disse que em nenhuma. Dai ele disse: Você mora naquele barco amarelo que está "estacionado" perto da ponte? Sim, sim, moro nele mesmo! Dai ele me disse que colocaria o endereço da casa dele para facilitar as coisas pra mim, que todo mundo no ônibus achou nosso barco lindo....Fiquei toda boba....

O amarelo dá para ver de longe... E não foi escolhido por acaso; Além de ser a cor do Guruçá (caranguejinho que dá na beira da praia) o ver de de longe sempre foi a nossa intenção, tanto como propaganda para charter como para quando estivermos em outros países, sermos reconhecidos como brasileiros.

O ano passado, depois da REFENO iríamos seguir para o Caribe e começar a nossa tão sonhada volta ao mundo. Não fomos nem para REFENO, por conta do acidente com as baleias (passamos por cima de duas e quase perdemos o barco).

Este ano, seguiríamos para o Caribe depois da regata, mas um dos filhos do Fausto que mora na Inglaterra, está com um problema de saúde e está voltando para o Brasil para tratamento. Fausto terá que acompanhar o filho, principalmente no início do tratamento o que impossibilita de saírmos do Brasil novamente. Uma coisa é sair do Rio de Janeiro para Vitória-ES outra é sair do Caribe para Vitória- ES.

Pensam que fiquei chateada? Não fiquei não. Depois de tudo que passamos, estou aprendendo a me conformar, a aceitar que tudo têm seu tempo, e para mim que sempre quero tudo para ontem, é um difícil aprendizado...

Enfim, deveremos voltar para Angra dos Reis em dezembro, trabalhar o verão, voltar para Salvador em abril do ano que vem e participarmos da REFENO novamente, e Caribe... só Deus sabe!!!!

Nossos novos telefones são: (81) 8194-2499 ou (81) 8190-6404

Tenham todos uma ótima semana!

Beijos,

Guta

domingo, 3 de julho de 2011

Camamú

Já repararam que quando a gente pede alguém para fazer uma pose, para testar a máquina fotográfica por exemplo, ou ela coloca a mãozinha na cintura e faz pose de modelo ou ela faz cara de doido. Nós tínhamos os dois tipos a bordo:

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Saimos de Vitória em uma calmaria, mas depois entrou o vento de popa e ondas de popa. Só abrimos as duas genoas na proa, e lá fomos nós velejando e surfando com as ondas ao mesmo tempo.

Resolvemos fazer a viagem com a metade do tanque de água (600 litros)  que já tínhamos a bordo. Seria mais fácil economizar água do que encostar no píer do iate clube de Vitória para abastecer o barco de água. 

Uma das coisas que mais gastam água a bordo é lavar louça, então em alto mar, usamos água salgada para lavar a louça e só borrifamos água doce para não enferrujar os talheres.

Combinamos que cada um teria o seu copo (para não ter ficar lavando a cada uso), e o guardava onde quisesse. Por coincidência o irmão de Fausto, Eduardo, havia guardado o copo dele em cima da pia, perto de uma misturinha de sabão com água doce que eu havia feito para lavar a louça (sabão com água salgada não dá espuma). Então, o Eduardo pegou o copo errado, olhou dentro dele e achou que estava sujo de suco de uva, completou de água e mandou pra dentro... Cuspiu na hora, vomitou, sei lá, só sei que ele ficou pigarrando um tempão e nem sentiu o gosto do almoço direito.

Chegamos em Camamú, embaixo de chuva e de frio, nem acreditei! Foi muito bom para coletar água da chuva!

Fomos caminhando de Barra Grande até Itaipú de Fora pela praia. Uma caminhada maravilhosa! Foi até muito bom estar um tempinho nublado, da última vez que fizemos essa caminhada no verão, fiquei torrada com o sol, haja protetor solar!

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DSCF5719  Foi meia hora para subir e mais meia para descer... Tô ficando velha...

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Na volta pegamos carona:

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Nossos tripulantes:

DSCF5690Larisse, Eduardo e Andréa.

DSCF5684Andréa, Eduardo, Larisse e Thiony.

Aprenderam de tudo, os homens trouxeram o barco de Vitória até Salvador na mão, sem o uso do piloto automático, depois com o tempo as meninas também levaram um pouquinho...

P6190037 IMG_0866 Larisse concentrada...

Ralaram pra caramba, mas também tinham seus momentos de folga:

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DSCF5705Grupo em sessão da tarde, comendo pipoca.

P6190035Olhem a folga do Faísca....

Fomos de ônibus/barco até a cidade de Camamú. Soubemos de uma cachoeira há 8 km da cidade, e lá fomos nós caminhar de novo (esse povo com genes de andarilhos quase me mataram de tanto andar!).

IMG_0672 Ônibus/barco

IMG_0644Eu fugindo do cheiro de diesel, se eu sentisse o cheiro, passaria mal. 

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A caminhada valeu a pena:

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IMG_0726Menininhas lavando as roupinhas delas no Rio. Esfregavam direitinho!  

Depois da caminhada:

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Continua...

Abraços,

Guta