Navegamos pelo rio Paraguaçú até a cidade histórica de Cachoeira.
Estamos encantados com a cidade, que é linda, limpíssima e com moradores muito simpáticos!
Cachoeira é uma das cidades baianas que mais preservou a sua identidade cultural e histórica com o passar dos anos, o que a faz um dos principais roteiros turísticos históricos do estado. Além disto, a imponência do seu casario barroco, das suas igrejas e museus, levou a cidade a alcançar o status de "Cidade Monumento Nacional" e "Cidade Heróica" (pela participação decisiva nas lutas pela independência do Brasil) a partir do decreto 68.045, de 13 de Janeiro de 1971, assinado pelo presidente Emílio Garrastazu Médici. O apogeu da cidade foi durante os séculos 18 e 19, quando seu porto era utilizado para escoamento de grande parte da produção agrícola do Recôncavo Baiano, principalmente açúcar e fumo, produtos até hoje contemplados no município, em virtude do clima e solo propícios da região.
Cachoeira é considerada Monumento Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (IPHAN). Cachoeira também é a 2ª capital da Bahia, por lei (Lei Estadual n.º 10.695/07). Todos os anos, no dia 25 de junho, o governo estadual é transferido para a cidade, num reconhecimento histórico, pelos feitos da cidade ao Brasil. (Pesquisa Google)
Aqui teria tudo para ser uma Paraty da Bahia, com muitos veleiros fundeados, se não houvesse o problema do rio assoreado. Só chegam aqui, catamarãns, ou monocascos com quilha retrátil. Monocascos com quilha fixa, só na maré de lua junto com um bom prático e contando com a sorte.
Ontem Fausto conheceu e conversou bastante com o secretário de turismo de Cachoeira (cidade pequena é assim), e o secretário disse que existe um projeto de dragagem da entrada do rio até aqui. Quando isso acontecer, certamente muitos veleiros virão para cá.
Uma cidadezinha chamada São Francisco do Paraguaçú.
Balizas na entrada do canal, mas já não são confiáveis porque os bancos de areia mudam constantemente. Nós passamos por fora, eram estreitas para o nosso barco. Ficávamos na brincadeira, passa ou não passa?
Veleiro francês de alumínio com quilha retrátil e a cidade de Cachoeira.
Centro da cidade de Cachoeira.
Antigo convento do ano de 1773 e uma das igrejas enormes que têm aqui.


Cidade vista de cima. Foto que Fausto tirou em uma das caminhadas dele.
No fundo uma represa

Estádio de futebol.
Fausto retirando plantas que ficaram presas junto ao casco.
Olha o tamanho do "bloco" que estavam presas no casco...
Aqui têm um comércio muito bom e tudo pertinho: feira de roupas (toda cidadezinha no interior da Bahia têm a sua em um dia da semana), feira de frutas, dois supermercados e vários mercadinhos, padarias, restaurantes etc... Eu fico procurando o que têm de melhor e mais barato na cidade, enquanto Fausto sai para caminhar...
Por exemplo, descobri uma Land House, com ar condicionado e conecção rápida por R$ 1,00/hora. Na verdade eu fui tirar uma xerox nesse lugar, e encontrei o francês do barco de alumínio, falando ao Skipe. Onde têm um francês têm um ótimo serviço e preço mais barato...
Em Maragojipe, uma cidade pertinho daqui, a carne é comprada da seguinte forma: Com osso e sem osso, de qualquer tipo. Com osso custa R$ 5,99/kilo e sem osso R$ 12,99/kilo. Ou seja, estamos nos esbaldando no filet mignon, alcatra, picanha, por R$ 12,99/kilo. Muito bom! Meio desconfiada perguntei ao açogueiro do supermercado se a carne era de boa procedência. Ele me disse: Não se preocupe não moça, essa carne vem de caminhão refrigerado e com etiquetinha...
Encontrei uma padaria com pão francês e pão de milho (que Fausto está apaixonado), deliciosos. Quando eu estava pedindo os pães, a moça colocou na vitrine um pão cheio de coco por fora e que era super recheado por dentro, chegava ser pesado. Uma delícia, que deve ter umas 1000 calorias, só para de vez enquando.
Eu já engordei 4 kg desde que chegamos na Bahia. É um tal de carne de sol para cá, carne de fumeiro (carne de porço defumada) pra lá, farofa na manteiga, sorvetes com frutas típicas (caja, mangaba, graviola, cupuaçú ...), uma tentação gastronômica! Fausto adora experimentar os pratos típicos e comer pimenta, de vez enquando ele têm uma dorzinha de barriga, mas não deixa de experimentar. O último prato foi a Maniçoba feito de várias carnes e com a folha da mandicoca. Ele adorou!
Retornamos a Itaparica para o reveillon, com minha irmã e cunhado que estão passando uns dias da lua de mel deles conosco.
Estamos aproveitando esses dias de folga porque semana que vem voltaremos a trabalhar fazendo charter.
Feliz ano novo para todos!
Bjs
Guta