segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Chiquinhos da dona Palmira

Dona Palmira, mãe de Fausto tem 89 anos e não para, tem um dia-a-dia cheio de afazeres como: fazer queijos, tricô, cuidar da casa e amimais. Assim como minhas avós, ela têm várias plantas e amimais de estimação. Mas o que faz mais "sucesso" são os saguizinhos (macaquinhos). Todos são chamados de Chico. É só ela chamar Chiiiico com uma banana na mão que eles aparecem. São lindinhos, não tem ninguém que não goste de ver os bichinhos.

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Essa intimidade toda é somente com a dona Palmira ou quando ela está por perto.... Eles são visitantes assíduos a casa dela. Ela acredita que são uns 15 macaquinhos.

Muito fofo, não?!

Tenham todos uma ótima semana, um amimado e saudável ano novo!

Bjs

Guta

Natal com a família

Olá Pessoal, como foi o natal de todos?

Nós passamos o natal com nossa família em Vitória, no Espírito Santo. Foram 7 dias de descanso da construção, mas não ficamos parados, era muita gente para visitar! 

DSCF2907   DSCF2945 Eu e minha mãe e irmãos; Fausto também com a mãe e irmãos (família grande + várias máquinhas fotográficas, a foto nunca fica certinha, cada um olha para um lado...).

É tão bom ficar com a família, comer a comidinha da mamãe, ser paparicada pela vovô, até brigar por uma bermuda com a irmã é legal...

Mas agora estamos de volta ao batente, snif, snif, snif...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Outros barcos em Construção - Arpex

Arpex_Peter

Conheci o Peter pelo orkut na comunidade Multicascos ou na de construção amadora (não me  lembro em qual das duas).
O projeto do barco é dele mesmo, ele encomendou para um engenheiro desenvolver, desenhar as linhas e especificações.
O barco tem 30 pés, um carpinteiro construiu a maior parte do casco, mas agora ele constroi sozinho aos sábados.

Quando entrei em contato com o Peter e fiz algumas perguntas, eu havia esquecido de perguntar o que mais me deixa curiosa a respeito de barcos em construção, o que pela ordem é o nome do barco e em que cor será pintado, antes de perguntar sobre o projetista ou de que material será feito, etc…Ele respondeu:

AAAhhh! RRSRSSS! Arpex_Adriana
O nome é "Arpex".
Arpex é uma "corruptela", um apelido, para a Pedra do Arpoador, entre Ipanema e  Copacabana. A gíria foi criada nos anos 70-enta, que é o ano que eu nascí. Meu pai sempre me levava lá, quando eu era criança, para pular da pedra e nadar para a praia. Era um desafio!
Outro conveniente do nome é que minha mulher se chama Adriana. Assim, Arpex une algumas  letras do nome dela e do meu.

Lindo! Adorei o significado! Saudoso e romântico! Aliás a sua esposa Adriana (que ainda não conheço) é muito bonita!

arpex casco O casco

arpexcavernas             arpex2             Arpex22

As cavernas do casco, o barco já virado e como o barco está agora.

arpex blog

Ilustração que simula o visual do barco - em cima de foto.

Legal, não?

Abraços a todos,

Guta

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Hoje foi dia de:

Dobradinha com batata!

Dobradinha é um prato odiado por uns e adorado por outros, eu e Fausto fazemos parte do grupo que adoramos! Nada melhor do que depois de uma manhã lixando o barco (Fausto) e envernizando acabamentos que não acabam (eu), do que tomar uma cervejinha e comer uma dobradinha no almoço!

Eu tenho uma história legal sobre dobradinha:

Recebemos um grupo de clientes Ingleses no barco. Sempre que recebíamos clientes estrangeiros eu fazia comidas típicas brasileiras, com esses ingleses não foi diferente, fiz feijoada e moqueca capixaba nos 2 primeiros dias. Os ingleses (pelo menos todos que recebemos a bordo) comiam muita pimenta. No terceiro dia de charter um deles veio conversar comigo e com toda gentileza me disse: Sua comida é deliciosa, mas você não pode fazer uma comida "mais típica"? Eu pensei, caramba, o que pode ser mais típico do que feijoada? O que que eu faço para esses comedores de pimenta? Foi ai que me lembrei que o único prato que coloco um pinguinho de pimenta é na dobradinha. Perguntei a ele: Vocês comem qualquer coisa? Ele respondeu que sim! Então tá, pensei….

Foi difícil encontrar o bucho (nome feio né?) no Abraão na Ilha Grande, mas encontrei tudinho e transformei o bucho em uma bela dobradinha com liguiça, bacom e batata!

Resumindo: Eles adoraram e fiz dobradinha de tudo quanto é jeito, com batata, com feijão branco… Eles não queriam outra coisa!

Na semana que esses ingleses ficaram embarcados, choveu todos os dias o dia inteiro. Para nós brasileiros isso seria terrível, a semana perdida, mas para eles não, eles só queriam ficar lendo livros, olhando a paisagem (nos pediam para fundearmos o mais próximo da mata possível), as vezes ouviam música, e para almoçar adivinhem o que comiam? Uns fofos!

DSCF2843   DSCF2844 Antes e depois do almoço, e ainda com chocotone de sobremesa…

DSCF2830Fausto lixando o barco.

DSCF2824   DSCF2831 Eu envernizando…

O que é?

FUNDEAR: É o "estacionar" de barcos, só que nós temos que jogar a âncora.

Tenham todos uma ótima segunda-feira!

Bjs,

Guta favarato

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Por que o nosso barco se chama Guruçá Cat?

O que significa Guruçá Cat?

Essa é uma pergunta que sempre nos fazem. Alguns relacionam o Cat (inglês) com gato, e Guruçá a maioria não sabe o que é.

O Guruçá é um caranguejinho assim conhecido somente por nós capixabas, no litoral baiano e nordestino é Guruçá2 conhecido como Grauçá; Pernambuco, Rio de Janeiro e o sul do país, é conhecido como Maria Farinha.
O guruçá habita praias arenosas. Esses caranguejos possuem o hábito de construir e de se ocultarem em  galerias, as quais são determinantes na sua sobrevivência, pois servem de refúgio, principalmente nas  fases críticas do ciclo de vida, como o período de muda e incubação dos ovos. Quando ameaçado em suas galerias se refugiam no mar, de onde também retiram seu alimento. Vivem no mar e na praia, raramente em mangues.

Tivemos dois bons motivos para batizarmos os nossos barcos de Guruçá.

O primeiro  motivo é a identidade que temos com a  sua maneira de viver, e o segundo tem haver com a infância do Fausto que sempre teve muito contato com mar,  quando criança era muito loirinho e gostava de brincar com os Guruçás, então ele recebeu este apelido, Guruçá.

O "Cat" nada mais é que uma abreviatrura em Inglês de catamaran.

Guruçá  Foto: Marcelo Prest

Boa Semana!

 Guta Favarato

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Leme de Compensado Naval – Construção e Instalação.

O leme e o patilhão são as partes estruturais de encalhe do Guruçá Cat. O patilhão suporta o seu peso e eventualmente o leme serve como ponto de equilíbrio e de sustentação, devendo, portanto ser construído robustamente.

O eixo é maciço com 50 mm de diâmetro, o telescópio tem o diâmetro de 75 mm com parede de 6 mm e os reforços da porta com chapas de 6mm de espessura. Tudo em inox 316-L. As buchas foram feitas em UHMW.

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Por questões pessoais, decidimos construir a porta do leme em compensado naval e revestido em fibra de vidro/ epóxi.

Após receber do Valter Barcelos o eixo com os reforços, o telescópio e as buchas tudo encaixado e funcionando, iniciei á instalação do telescópio. Utilizei uma serra copo de 75 mm e furei a quilha no lugar previamente determinado. Introduzi o telescópio já com massa epóxi (aerozil, pó de madeira e cola epóxi), em seguida fiz o alinhamento. Após a secagem, com o telescópio superestruturado na parte inferior, iniciei a fixação e estruturação da parte superior. Após a cura da cola ficou ótimo.

Instalei as buchas de UHMW no telescópio, introduzi o eixo e instalei as suas fixações. A instalação do leme na parte interna do casco ficou pronta.

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Na parte externa do casco via-se, o casco e o eixo com os reforços da porta. Encaixei nesse eixo, o molde do leme de compensado de 6 mm vazado a fim de verificar se a porta do leme estava devidamente alinhada com o fundo do casco. Confirmado o alinhamento, retirei o eixo e o molde e os levei para uma mesa a fim de iniciar a sua construção.

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Com o molde de 6 mm, fiz seis outras peças de compensado de 8 mm, mas com corte somente onde entraria o eixo. Colei inicialmente, uma peça de 8 mm à de 6 mm e os instalei na estrutura de inox e imediatamente, pelo outro lado, colei outra peça de 8 mm à peça de 6 mm, em seguida aparafusei-as para que ficasse bem comprimida entre si. Colei em seguida as duas outras chapas de cada lado para encerrar esta fase.

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No dia seguinte, retirei os parafusos, shapiei a entrada e a saída d’água, fibrei e fiz o acabamento. Após a cura os lemes foram instalados.

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Pela simplicidade deste processo de construção, da chegada das peças de inox até a colocação dos lemes, precisou de apenas dois dias e meio para ser concluído. Mesmo respeitando o tempo de cura do epóxi.

Fausto Pignaton