quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nossa primeira parceria – Valter Barcelos

No Guruçá Cat, à ré da cabine temos: o cockpit, a área de serviço e a plataforma de embarque.

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O cockpit é rodeado por um banco em forma de U e sob o seu assento, vários compartimentos para depósito. Em um de seus cantos colocaremos uma mesa e algumas cadeiras e dois ganchos para uma rede de casal. 

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Na área de serviço temos três plataformas. Sob a central fica  a lavanderia (uma máquina de lavar pequena e um tanquinho), e sobre fica o fly bridge com a roda de leme, os eletrônicos, as catracas,..., etc. Sob as plataformas laterais ficam dois tanques de diesel, e mais nas laterais ainda, ficam as entradas para as salas de máquinas.

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É na plataforma de embarque onde fazemos a inspeção de tudo que entra à bordo, principalmente de baratas e seus ovos. Nela também ficam o cilindro hidráulico e barra que liga os dois lemes

Estas três áreas ficam sob um teto que é a continuação do teto da cabine, e foi sobre ele, naquela ocasião, que passei o dia inteiro lixando.

À tardinha, findado o expediente, estávamos Guta e eu, com uma musiquinha de fundo, conversando e contemplando a vista maravilhosa da baia de Angra, quando um pick-up parou na  praia em frente do nosso barco. No interior somente uma pessoa, homem e de meia idade. Desceu, caminhou até mais adiante, olhou para o casco de boreste, voltou, olhou para o casco de bombordo, voltou, sempre sorrindo, olhou para nós e disse:

- Bonito o seu barco. 

- Obrigado.

Ele parou de sorrir e se dirigiu para o portão, olhou para mim e após o meu sinal, voltou á sorrir e entrou.

- Valter – apresentou-seDSCF2624

- Fausto e minha esposa Guta - fique à vontade.

Depois, mais de hora de uma conversa animada.

-Aqui é espaçoso, lá de fora não dava essa impressão. Vocês já tiveram muito trabalho até aqui e provavelmente irão precisar de mim.

- Mais especificamente, de quê Valter?

- De usinagem. Trabalho com usinagem na Petrobras a mais de trinta anos e teria muito prazer em participar deste projeto. Gosto de criar peças novas.

-Bem, vai depender de seus preços. Temos um orçamento e não podemos nos afastar dele.

- Se esse for o problema de vocês, fiquem tranqüilos, poderão me pagar com estadia à bordo.

- Feito.DSCF2627

Após fecharmos à parceria, voltamos a conversar por horas. A partir desta data, frequentemente o Valter tem nos visitado. Além do esmero de seu trabalho, ele é hoje para nós um amigo que queremos sempre por perto.

 

 

 

 

Postado por Fausto Pignaton

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Instalação do mosaico na pia da cozinha

Continuando os acabamentos internos, instalamos o mosaico na pia da cozinha, um trabalho lindo, resultado de uma parceria com duas artesãs daqui de Angra. Enjoado para colocar, mas valeu a pena!

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Até mais…

domingo, 18 de outubro de 2009

Outros Catamarãns em construção – Tana Cat

Além de nós, existem outras pessoas que estão construindo catamarãns namoto   faixa dos 50' por este   Brasil afora.   Um bom exemplo é o Mário Franco, que já construiu um monocasco, deu uma volta ao mundo de moto e agora também está na fase de acabamento do seu catamarã, que está construindo sozinho em Recife há uns 3 anos e meio, o Tana Cat de 50' em madeira.

O Mário é do tipo de pessoa tem várias histórias  bacanas para contar!

 

Cat mário

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Se tudo correr bem, no ano que vem faremos um "pega" na REFENO!

Postado por Guta Favarato

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Resultado do feriadão

Ultimamente estamos trabalhando da seguinte maneira: Quando chove, fazemos serviços internos (acabamentos em geral) e quando faz sol, estamos trabalhando no mastro. Neste feriado o sol apareceu e junto com ele a "carinha" do mastro. Só agora que eu tive uma noção de como ele ficará, um baita mastro, bem largão… E apesar de ser suspeita, acho que ele também ficará bem bonitão! Um dos lados está quase pronto…

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Internamente eu envernizei algumas peças de acabamento da sala. Fausto colou a fórmica da geladeira/freezer e o inox da pia da cozinha.

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Postado por Guta Favarato

 

sábado, 10 de outubro de 2009

Montando o mastro

Para juntarmos as anteparas à alma, nós as fixávamos com grampos, sempre em ordem numérica e com um ângulo de 90° entre elas, e a Guta (que se tornou uma expert no assunto) ia logo em seguida colando-as com uma massa de epóxi com cargas de aerosil e pó de madeira.

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Este trabalho deve ser feito diretamente sobre o berço e que geralmente são cobertos, no nosso caso, devido à perda da nossa cobertura pela segunda vez e também por uma questão financeira, estamos fazendo o barco e o mastro ao relento mesmo.

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Como nessa oportunidade chovia muito, fizemos este trabalho sob o bridgdeck do Guruçá Cat e em módulos. Assim que esse período de chuva passou, montamos esses módulos no berço e colamo-os entre si (à partir desta data, todas às vezes que o tempo ameaçava chover ou à noite, nos cobríamos o “mastro” com uma lona e só reiniciávamos quando o tempo estivesse firme). Estava terminada a fase da montagem do perfil do mastro. A próxima é a estruturação dele.

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Após escolher um lado do perfil para trabalharmos, alinhamos perfeitamente a alma do mastro, fixamos e colamos as escoas às anteparas, sempre eu grampeando e a Guta colando. Após isso, o perfil já estava firme o suficiente para que fixássemos as longarinas, primeiro a longarina da popa e depois a de proa.

Cópia de DSCF2506  DSCF2526

Novamente após a cura, shapeei as longarinas e lixei todo perfil a fim de retirar todas as arestas e em seguida colamos os reforços para a colocação dos estais, cruzetas,..., etc. Terminada mais essa fase, a próxima será a laminação da parede do mastro.

Postado por Fausto Pignaton

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O nascimento de um mastro

Olá,

Para onde iremos, o regime de ventos e o estado do mar de lá, nos levou ao Guruçá Cat, um veleiro catamarã de 16,30m (Pignaton 54’), que junto com os nossos pertences e abastecido, pesará em torno de 12 toneladas. O estado do mar determinou qual seria a estrutura do veleiro, agora, o regime de ventos determinará qual será o sistema vélico a escolher. Este sistema vélico tem que ser eficiente tanto para ventos fracos quanto para ventos fortes, para ventos de proa quanto de popa.

O sistema vélico por nós escolhido, foi um sistema com 6 velas de proa e uma de popa, para que possamos ter um maior aproveitamento nos ventos fracos e proteção nos ventos fortes, e também para facilitar o ajustes das velas quando houver mudanças rápidas da intensidade dos ventos. Este sistema vélico também definiu como deveria ser a mastreação.

Por uma questão pessoal, decidi por um mastro asa e rotativo, que eu mesmo construirei, ele terá 19,30m de comprimento, três estais de proa (um para cada genoa) e uma saída dupla para dois balões. Após muitos meses de pesquisas e consultas cheguei à conclusão de que, se eu quisesse ter este mastro, da maneira que eu achava que deveria ser, eu mesmo teria que projetá-lo.

Baseado em alguns livros, projetistas de escritório e projetistas cruzeristas, dei início ao meu projeto. Dos livros eu cheguei ao perfil do mastro, dos projetistas de cruzeiro a estrutura e dos projetistas de escritório a modenidade. Então o mastro ficou assim: perfil de 66cm x 29cm, construção em laminado moldado e reforçado com fibra de carbono.

Barco exterior 018

Algumas semanas atrás, iniciamos a sua construção. Cortei todas as suas 35 anteparas, enumerei-as, preguei-as, em ordem, uma em cima das outras . O resultado disso foi a formação de um pedaço maciço do mastro e nele fiz os sulcos por onde as escoas (pequenas longarinas) e as longarinas serão fixadas; 

Mastro 011  

Tracei , perfurei e impermeabilizei os lugares por onde as adriças e os cabos elétricos passarão; Cortei tiras na folha de compensado para a fabricação da “alma” do mastro e as emendei de duas em duas formando 3 módulos de 4,35m e mais um com 6,25m, de sorte, que quando emendadas perfazem uma “alma” com 19,25m. Agora se juntarmos estas peças, teremos o perfil do mastro pronto para receber a sua estrutura, que são as longarinas e as escoas.

Mastro 007

Para isso, é necessário um berço absolutamente plano e com o mesmo comprimento que o mastro terá. No nosso caso, esse berço foi construído aproveitando a estrutura do galpão. Com um nível de mangueira e algumas mãos francesas, rapidinho o berço ficou pronto.

Continua…

Postado por Fausto Pignaton

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Cortando compensados

Hoje fizemos um trabalho que eu odeio: Cortar compensado na serra circular. Odeio porque ela é perigosa, qualquer vacilo e, bau bau sua mão, se tiver sorte um dedo… E também porque de 10 peças cortadas eu sempre erro uma ou duas, o suficiente para um puxão de orelha básico. Não tiro a razão de Fausto em me chamar atenção, porque em uma construção nós economizamos desde os preguinhos à restinhos de cola,  nessa hora eu apelo que sou fraquinha, não tenho muita destreza para o serviço mas não tem jeito, ele não me dá mole! Como dizem por aqui: Foi um dia SINISTRO!

Esse compensado cortadinho em tiras de 10cm  serão usados para a construção da parede do mastro, a parte estrutural está pronta, agora SÓ falta colarr o compensado e laminar com fibra de carbono e epoxi, depois as instalações de cabos, cabos elétricos, roldanas …etc. Serviço que parece que não acaba mais! Eu sinceramente já estou cheia desse mastro, primeiro que Fausto não fala em outra coisa além dele (já estou ficando com ciúmes, todas as atenções são para o mastro), quando tento falar outras coisas (só bobeiras é claro), ele responde: Gutinha espere só um pouquinho porque estou pensando, adivinhem em que? Até que hoje o discurso mudou, agora ele começou a falar na retranca! Buá, buá…

Como fico praticamente isolada aqui, a construção com o passar do tempo vai virando um martílio, afinal são quase três anos de trabalhos repetitivos. Eu sinto falta de encontrar com as minhas amigas para fofocar, bater perna em um shopping,  fazer coisas que mulher gosta de fazer… Para terem uma idéia, a minha diversão da semana tem sido ir ao supermercado.

Sinto arrepios só de lembar que passou pela nossa cabeça em construir o barco lá em Caixa Prego, é isso mesmo Caixa Prego na Ilha de Itaparica em Salvador, só pelo nome dá para imaginar né?

 

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À esquerda Fausto cortanto o compensado, e à direita um dos montes de compensados cortados.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Resumo do dia

Acordei as 6:00hs ( aqui a gente acorda cedo e dorme cedo, às vezes, nem consigo assistir a novela das oito que passa as nove rsrsrrs, Fausto então, nem o Jornal Nacional…).                                                        

Fiz almoço, cardápio: frango com quiabo e polenta, delícia!

Minha meta do dia no barco: Colar as caixinhas das roldanas do mastro, pintar  com tinta epoxi onde ficará o fogão, a parte interna das tampas da geladeira e envernizar algumas peças de madeira. Colar, pintar e envernizar uma peça, é em si  um trabalho rápido, o problema  é "armar o circo", preparar e organizar todo o trabalho.

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Já o Fausto, não sai do mastro, é um tal de lixa daqui, alisa dali, cola acolá…

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Agora à noite, estou respondendo e-mails, orkut…

Até outro dia!

Salão envernizado

Hoje consegui dar uma arrumadinha no barco e tirar umas fotos de como ficou nosso salão envernizado. Foram 4 demãos de verniz, com uma lixada entre cada demão (estou com o pescoço duro até hoje), ficou tudo lisinho, lisinho (o que me poupará tempo de limpeza depois…).

 

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Ainda falta o piso, acabamentos, … etc, etc, etc Mas, devagarinho o trabalho está aparecendo…